Os processadores trabalham com frequências, medidas em Hertz, e às vezes esquecemos o que isso significa na prática. Por exemplo, quando falamos que um núcleo de CPU trabalha com 5,8 GHz, isso significa 5,8 bilhões de variações…por segundo. Um valor assustador, para dizer o mínimo. Há poucos anos, um processador com essa frequência era possível apenas através de overclocks extremos, e agora isso é possível logo que o chip sai da fábrica.
Essa é uma das características marcantes da 13ª geração de processadores Intel, codinome Raptor Lake, mas as novidades não param por aí.
Incremental diferenciado
A 13ª geração de processadores Intel é uma atualização da 12ª geração, codinome Alder Lake, o que é importante por diversos motivos. Em termos de arquitetura, a proposta híbrida se mantém, com núcleos de economia de energia combinados com núcleos de alto desempenho, combinando o melhor dos dois mundos. Além disso, é possível utilizar todos os núcleos de uma vez só, com ganho expressivos em programas e jogos que conseguem tirar vantagem do paralelismo.
Temos os E-cores, focados em eficiência, mais simples e focados em economia de energia, junto com os P-Cores mirando em performance. Como o processador “sabe” qual núcleo utilizar na hora de atribuir uma tarefa? Através do Thread Director, que faz o encaminhamento da melhor forma possível. E ele está ainda mais eficiente nesta geração, já que a 13ª geração pode ser considerada como um amadurecimento da geração passada.
Essa efetividade maior é extremamente bem-vinda, já que, em alguns modelos, os processadores Intel podem contar com 24 núcleos e 32 threads, exigindo um gerenciamento fino do que cada núcleo faz. São dados que já indicam ganhos de desempenho de uma forma mais superficial: mas quais são os ganhos práticos, no mundo real?
Mais núcleos mais rápidos
O título é estranho, mas é um excelente resumo. Temos ganhos de desempenho não apenas no conjunto – afinal, estamos falando de mais núcleos – como também cada núcleo está mais eficiente individualmente. Em termos práticos, temos ganhos de até 15% no single-core e de até 41% no multi-core, valores altos o suficiente para serem percebidos no uso do dia a dia.

Esses ganhos não são obtidos apenas pelo aumento de frequência, mas por mudanças internas no processador. A mais significativa é o aumento da cache L2 em 150%, “desafogando” o trabalho dos núcleos. Trata-se de uma memória bastante pequena, mas como trabalha lado a lado com o processador, oferece ganhos expressivos se aumentada.

Um questionamento bastante comum é “por que fabricantes simplesmente não adicionam mais cache nos processadores, já que os ganhos de desempenho são significativos?”, que é tanto válido quanto intuitivo. E a resposta é bastante simples: custo. Caches são memória extremamente caras, e os fabricantes devem avaliar a relação entre desempenho e custo final para o consumidor.
E não é só isso
Por mais importante que seja o processador ele não trabalha sozinho, e quanto maior a compatibilidade oferecida com o restante da máquina, melhor. E compatibilidade é o que não falta, já que a 13ª geração de processadores Intel conta com suporte a memórias DDR5, PCI Express 5.0, Thunderbolt 4 e USB 3.2 Gen2X2, garantindo suporte tanto a componentes importantes, como placas de vídeo de última geração, quanto a periféricos mais recentes.
Ou seja, temos ganhos de desempenho em todos os quesitos, além de tecnologias importantes. Para encerrar, destacamos algumas especificações de dois processadores monstruosos desta geração, que resumem bem os avanços que vimos neste artigo:
- Intel Core i9-13900K (desktop): 24 núcleos e 32 Threads (16 E-Cores + 8 P-Cores), 32 MB de cache L2 e frequência máxima de 5.8 GHz.
- Intel Core i9-13900HX (notebook): 24 núcleos e 32 Threads (16 E-Cores + 8 P-Cores), 36 MB de Intel smart cache e frequência máxima de 5.4 GHz.


















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