A escolha de um notebook gamer é relativamente intuitiva, e em muitos casos direcionamos a nossa atenção ao modelo de placa de vídeo. Sabemos, por exemplo, que um modelo com uma GeForce RTX 3080 é mais potente do que outro com RTX 3070. Mas como escolher entre um modelo e sua variação, como RTX 3080 e RTX 3080 Ti? Qual deles é o mais potente? Vamos explicar isso nas próximas linhas.
O que significa o “Ti” das placas de vídeo NVIDIA
Quando falamos de desktop sabemos que fabricantes customizam as especificações de um mesmo chip. Uma placa de vídeo GeForce RTX 3060 da empresa A tem algumas diferenças em relação ao concorrente B em termos de clock, Boost e até mesmo quantidade de memória RAM. Porém, todos eles trabalham essencialmente com o mesmo chip NVIDIA – no caso, o GA106.

É um caso diferente do que acontece com os modelos Ti, que significa “Titanium” (“Titânio”, em inglês). Nesse caso, estamos falando de uma variação mais potente criada pela própria NVIDIA, aproximando o modelo do modelo mais potente dentro de uma mesma geração. Por exemplo, uma RTX 3080 Ti é mais potente do que o modelo original, a RTX 3080, e tem um desempenho mais próximo da RTX 3090.
Mas fica a questão: por que essas variações existem?
Mais concorrência, mais desempenho
Os modelos “Ti” são anunciados sempre após o lançamento do modelo original. RTX 3080 Ti chegou depois da 3080, assim como a 3070 Ti chegou depois da 3070. O que faz sentido, já que se trata de uma variação. É um caso semelhante aos modelos SUPER, variações que também chegaram depois dos modelos originais, oferecendo um nível de desempenho que fica entre o chip original e o modelo Ti.

Essas variações são criadas para oferecer atualizações de desempenho para o consumidor até que a próxima geração seja anunciada. Isso se deve a otimizações na fabricação dos chips, permitindo a criação de versões mais potentes para manter a concorrência ativa. E quem ganha é o consumidor, que passa a contar com opções mais potentes na hora de comprar um modelo novo.
Agora, tudo bem: são modelos mais potentes. Mas isso significa na prática, com números?
Números que agradam
Vamos comparar a RTX 3080 de notebooks com a sua variação Ti:
- NVIDIA GeForce RTX 3080:
- 6144 núcleos CUDA;
- Clock: 1245 – 1710 MHz (Boost);
- 8 GB de memória RAM GDDR6;
- NVIDIA GeForce RTX 3080 Ti:
- 7424 núcleos CUDA;
- Clock: 1125 – 1590 MHz (Boost);
- 16 GB de memória RAM GDDR6;
E agora a comparação entre RTX 3070 e 3070 Ti:
- NVIDIA GeForce RTX 3070:
- 5120 núcleos CUDA;
- Clock: 1290 – 1620 MHz (Boost);
- 8 GB de memória RAM GDDR6;
- NVIDIA GeForce RTX 3070 Ti:
- 5888 núcleos CUDA;
- Clock: 1035 – 1485 MHz (Boost);
- 16 GB de memória RAM GDDR6;
Como podemos ver temos um padrão aqui: mais núcleos CUDA com clock mais modestos (ou seja, entregando um foco maior no paralelismo) com a mesma quantidade de memória RAM ou mais. Na prática, temos desempenhos 13% e 12% superiores, respectivamente, no benchmark 3DMark Fire Strike dos modelos Ti em relação aos chips convencionais.

Ou seja, se houver a opção entre dois modelos com e sem Ti, o segundo oferece mais desempenho. É o caso do C65 HYB da Avell com RTX 3080 Ti, o chip mais potente para notebooks quando anunciado.
















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