Tecnologias NVIDIA focadas na experiência dos gamers (Parte 2)
Data13 de outubro de 2016CategoriaEm destaqueAutorAvell

Tecnologias NVIDIA focadas na experiência dos gamers (Parte 2)

Na primeira parte deste artigo, conhecemos as principais tecnologias presentes em todas as GPUs da NVIDIA. Tudo começa com o CUDA, que é o ponto de partida para todo o resto, do PhysX ao GPU Boost. Aliás, são tecnologias de propósito geral. Ou seja, são responsáveis pela qualidade do jogo da mesma forma que ajudam o fluxo de trabalho em aplicações profissionais. Ou mesmo tarefas simples, como acelerar a velocidade de uma pesquisa na internet.

Pois bem, está na hora de sabermos mais sobre as tecnologias NVIDIA para jogos e gamers. Aquelas que fazem os jogos beirarem o realismo e que são encontradas somente nas placas de vídeo da NVIDIA. Os nomes são complicados, mas os resultados são inquestionáveis. Vamos lá?

Voxel Global Illumination (VXGI)

Sendo bastante simplistas, o VXGI está para as tecnologias de iluminação assim como o PhysX está para os cálculos físicos. A quantidade de cálculos que a GPU tem que realizar para iluminar bem um ambiente é bem maior do que parece à primeira vista. Mas, assim como o PhysX, todo o trabalho realizado pelo VXGI passa despercebido na maioria das vezes.

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VXGI desativado, com iluminação padrão.

Basta imaginar o seguinte. O VXGI tem de ter um mapeamento tridimensional completo de um ambiente em questão, ajustando a iluminação em intensidade e em superfície. Em todo o ambiente, ajustando a iluminação conforme a localização da fonte, e em tempo real. E mais: ainda tem que calcular os reflexos de luz para tornar o ambiente mais realista. Basta comparar a imagem acima como a imagem abaixo.

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VXGI ativo, com cálculos de reflexo e perspectiva.

Nada como um comparativo para ver um recurso funcionando na prática, não? Vamos ao próximo, mais voltado para quem tem GHz e GBs de sobra à disposição.

Dynamic Super Resolution (DSR)

Nada como rodar um jogo na resolução máxima de tela. Afinal, podemos aproveitar cada pixel disponível, mas a NVIDIA deu um passo adiante. Imagine que você tenha uma tela Full HD (1920 x 1080), e mesmo com todos os filtros e efeitos ativos, ainda sobre poder de fogo. Por que não renderizar o jogo em uma resolução maior, então? Que tal rodar um jogo em 4K em um notebook para gamers com tela Full HD, por exemplo.

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Downsampling do DSR

E é aqui que entra o DSR. Resumidamente, ele renderiza as imagens em 4K e faz um downscaling para 1080p, o que resulta em imagens muito mais realistas. Um exemplo para entender como isso funciona na prática: em um editor de imagens, reduza o tamanho de uma imagem para ¼ do original. Claro, sem perdas de qualidade, usando todos os recursos de amostragem (sampling) para resultar na maior qualidade possível. É isso que o DSR faz, só que em várias imagens por segundo. E em tempo real.

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Downsampling normal em 1080p.

Naturalmente, é necessário ter uma boa configuração para usar o DSR. Afinal, ele possibilita a renderização de imagens em uma resolução até 4 vezes maior do que a disponível na máquina, além de fazer o downscaling para a resolução da tela em tempo real. Algumas vezes, temos de diminuir a resolução para alcançar FPS maiores, e o DSR faz exatamente isso. Só que ao contrário, então exigirá muito mais de sua placa de vídeo NVIDIA.

O resultado é excelente, como podemos ver no vídeo acima. Mas, se você faz questão de usar o DSR, faça questão de uma máquina com uma configuração de última geração.

Multi-Frame Sampled Anti-Aliasing (MFAA)

Disponível em qualquer placa de vídeo NVIDIA da geração Maxwell em diante, o MFAA é uma forma especial de trabalhar o Anti-Aliasing (AA). O AA, por sua vez, ajuda a eliminar o serrilhamento nas imagens, mas que usa pixels idênticos para isso. Ou seja, melhora precisão dos objetos, mas de uma forma mais ou menos genérica. Já o MFAA faz o mesmo, só que de uma forma muito mais precisa.

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Em vez de trabalhar em quatro pixels adjacentes idênticos, o MFAA usa a “física” de pixels diferentes. O resultado é uma ferramenta anti-serrilhamento mais precisa, gerando imagens mais naturais. Detalhes como o movimento de plantas, quinas de prédio em perspectiva e a renderização das imagens, de uma forma geral, ficam mais realistas. Isso independentemente da resolução da tela.

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O MFAA funciona em todas as partes do jogo, suavizando diversas superfícies para um melhor resultado. Isso não quer dizer que seja a única ferramenta da NVIDIA que faz isso, já que algumas trabalham de forma nuclear, como a próxima da lista.

HairWorks

Em tecnologias como o HairWorks que vemos a atenção especial que a NVIDIA dá aos jogadores. Como o próprio nome denuncia, trata-se de uma ferramenta dedicada à renderização do movimento dos cabelos dos personagens. Tanto a sua criação quanto o movimento devem ser o mais próximo possível do real. Mais do que deixar os personagens mais personalidades, o HairWorks os torna mais naturais.

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Cada pelo é processado individualmente.

Um exemplo dessa implementação está no título Call of Duty: Ghosts, o primeiro a suportar o HairWorks. O cachorro do protagonista, quando está sem armadura, exige o processamento e renderização de mais de 470 mil pelos individualmente, oferecendo um realismo fantástico para o pastor alemão em questão. Qualquer jogo que suporte o DirectX 11 está habilitado para o HairWorks, que usa parte do recurso de tesselation, mas o fabricante do título deve fazer essa implementação quando está desenvolvendo o game.

Optimus

Na primeira parte, vimos como o GPU Boost e o Battery Boost trabalham de forma combinada para maximizar tanto o desempenho quanto a autonomia de bateria. Eles entram em ação, porém, quando a GPU NVIDIA está ativa, o que não acontece o tempo todo. Raros são os notebooks que não trazem uma CPU com gráficos integrados, e este sim está sempre ativo. Aliás, é ele quem “manda” na tela, ativando a GPU externa apenas quando não dá conta do recado.

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Essa seleção entre os gráficos integrados e a GPU dedicada é feita pelo Optimus. Como a GPU integrada está sempre ativa, ele tenta usá-la o máximo quanto possível. Tanto para economizar energia quanto para não gerar muito calor. Porém, caso o Optimus detecte que um jogo está abrindo, automaticamente ativa a GPU externa para oferecer a melhor experiência possível. Quando o jogo acaba, ele desativa a GPU e passa a usar os gráficos integrados. Tudo isso de forma automatizada, naturalmente.

Essas são apenas algumas das tecnologias NVIDIA para gamers, já que a inteligência dos chips atuais é resultado de décadas de melhorias. Junte isso ao G-SYNC, com um texto especial que produzimos sobre ele, para entender como os jogos atuais chegam a níveis tão realistas. E, claro, todas essas tecnologias estão presentes em todos os modelos da Avell, em especial os mais recentes, que contam com a série 10 de placas de vídeo da NVIDIA.

Fonte: NVIDIA

DSRDynamic Super ResolutionHairWorksMFAAMulti-Frame Sampled Anti-AliasingOptimusVoxel Global IlluminationVXGI

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