Série 40 para profissionais
Data10 de maio de 2023CategoriaEm destaqueAutorAvell

Série 40 para profissionais

Novas gerações de placas de vídeo são sempre recheadas de novidades, e não é diferente com a série 40 de placas de vídeo NVIDIA RTX. Avanços como mais desempenho, mais eficiência energética e novos recursos são sempre garantidos, mas o que isso significa na prática? Como a série 40 se sai em relação à série 30, especialmente para profissionais? Este é o tema deste artigo.

O dobro, ou a metade

Antes de conheceremos as tecnologias voltadas para profissionais, vale destacar que a eficiência da NVIDIA RTX série 40 aumentou, e muito. Em termos práticos, os chips agora são duas vezes mais eficientes do que a geração passada, o que pode ser interpretado de duas formas:

  1. Com o mesmo consumo de energia temos o dobro de desempenho, ou
  2. Com o mesmo desempenho, temos a metade do consumo de energia;

E isso acontece pela simples relação entre desempenho e consumo/watt. Isso, por si só, já é uma excelente notícia tanto para profissionais quanto para gamers, afinal sempre queremos máquinas mais eficientes. E claro: como estamos falando de notebooks, esses dados são ainda mais importantes, já que são produtos que funcionam à bateria.

Um resumo (bem resumido) das tecnologias da série 40 de placas de vídeo NVIDIA RTX.

Outro lado que não podemos esquecer é: se a eficiência aumentou, a geração de calor diminui. Máquinas mais bem refrigeradas entregam mais desempenho naturalmente, já que sofrem menos com thermal throttling, exigindo menos do sistema de resfriamento. Em outras palavras, isso significa que os benefícios são visíveis sob qualquer aspecto analisado.

Considerando que máquinas de profissionais funcionam “no talo” com bastante frequência, essa mudança já é bem-vinda. Mas temos outras novidades em relação às novas tecnologias também.

SER ou não SER, eis o NV1 no NVENC

Além da eficiência energética, temos a adoção do SER na série 40. SER é uma sigla para Shader Execution Reordering que, em termos bastante simplistas, pode ser visto como um coordenador de tarefas dentro da placa de vídeo. A tecnologia organiza as tarefas enviadas para a placa de vídeo de forma que a eficiência na execução delas aumente, oferecendo um desempenho extra pela simples reorganização delas na fila.

Shader Execution Reordering em funcionamento no game Cyberpunk 2077.

Placas de vídeo RTX são conhecidas pelo Ray Tracing, naturalmente, e a boa notícia é que os RT-Cores, responsáveis pela tecnologia estão duas vezes mais eficientes. Na prática, os cenários podem ficar ainda mais realistas, com simulações cada vez mais fidedignas.

E como “duas vezes melhor” é o mote deste artigo, não podemos deixar de falar dos tensor cores, os famosos núcleos responsáveis pelas tarefas de aprendizado de máquina. Como as aplicações profissionais atuais estão cada vez mais otimizadas para essas tarefas, programas como AutoCAD, Cinema 4D e Maya ficarão ainda mais “espertinhos”.

Para fechar, temos a adoção do codec NV1 no NVENC, o codec de vídeo embutido nos chips. Além de termos dois deles trabalhando em conjunto, contra um na geração passada, agora é possível trabalhar com streams em 8K a 60 frames por segundo. Ou mesmo quatro streams em 4K a 60 frames por segundo. Ao mesmo tempo.

Streams em 8K a 60 FPS, ou 4 streams em 4K a 60 FPS simultâneas

Como vimos neste artigo, a série 40 de placas de vídeo NVIDIA RTX chegou com uma série de benefícios para profissionais audiovisuais. E não se preocupem: em pouco tempo teremos máquinas Avell equipadas com esses poderosos chips.

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