Série 40 para Gamers
Data16 de maio de 2023CategoriaEm destaqueAutorAvell

Série 40 para Gamers

Há não muito tempo, a NVIDIA utilizou uma frase bastante precisa que resume o texto que você lerá a seguir: “uma placa de vídeo que é boa para jogos também é boa para trabalhos profissionais”. Afinal, se temos mais desempenho e recursos para aplicativos como AutoCAD, Maya e V-Ray, é natural que o mesmo seja válido também para jogos exigentes de última geração, especialmente quando falamos de uma nova arquitetura.
Pois bem, a série 40 de placas de vídeo NVIDIA RTX já é realidade, trazendo o codinome “Ada Lovelace” em homenagem à matemática inglesa do século XIX. E assim como mostramos os benefícios oferecidos para profissionais no artigo anterior, agora vamos mostrar quais são os diferenciais para gamers. E claro: muitos dos benefícios são comuns para ambos.

Dobrar é sempre bom

O ganho de eficiência energética é, talvez, o carro-chefe de novidades “gerais” da série 40 em relação à série 30 da NVIDIA. Estamos falando de uma melhoria de 100% na relação performance/watt. Isso significa que, além de ter mais poder para processar gráficos, as placas de vídeo da série 40 também consomem menos energia, o que se traduz em menor geração de calor. Essa é uma ótima notícia para gamers que buscam uma experiência mais fluida e silenciosa, sem precisar se preocupar com superaquecimento do equipamento. E claro: menos energia perdia na forma de calor significa também um menor consumo de energia de forma geral. Considerando os custos de energia elétrica no Brasil, isso se traduz em uma economia considerável no longo prazo, e sem abrir mão de desempenho. Se de um lado isso abre margem para overclocks mais audaciosos, por outro permite a criação de notebooks mais finos e leves, sem a necessidade de um sistema de resfriamento tão parrudo.

Com a eficiência energética aumentada, a série 40 oferece desempenho de sobra sem gerar muito calor, minimizando a necessidade de sistemas de refrigeração mais parrudos.

Por fim, vale destacar que a estabilidade do jogo também aumenta, já que o thermal throttling não será um problema. Ou seja, aquelas quedas abruptas (e bem desagradáveis) nos frames passa a ser um problema do passado simplesmente pela eficiência maior do chip. Como podem ver, afirmar simplesmente que “a eficiência energética dobrou” ou que a nova geração está “100% mais eficiente” não é suficiente para mostrar todos os benefícios diretos e indiretos na prática.

Novas tecnologias para todos os gostos


A série 40 de placas de vídeo NVIDIA vem com muitas novidades para gamers, incluindo as tecnologias DLSS 3.0 e Ray Tracing. O DLSS 3.0 oferece um desempenho ainda melhor em jogos com resoluções altas, ao mesmo tempo em que mantém a qualidade da imagem. A diferença em relação ao DLSS 2.1 é fácil de explicar: O DLSS 3.0 literalmente gera quadros, oferecendo ganhos visuais especialmente em jogos bem exigentes, que rodam a até 60 frames por segundo.

O ganho do DLSS 3.0 é expressivo em jogos mais pesados, com taxas de quadros menores.

Quando dizemos “gera quadros”, parece que estamos exagerando, não? Mas é isso mesmo que acontece. Imagine dois frames consecutivos (1 e 2), onde já observa uma mudança visual entre um e outro. Quanto mais FPS, mais fluida é essa mudança, correto? A ideia do DLSS 3.0 é criar um frame intermediário (chamemos de frame 1.5), posicionando-o entre os frames 1 e 2, o que proporciona a sensação de fluidez mesmo com um FPS mais baixo. Ou seja, cria-se frames com a tecnologia.
Já o Ray Tracing permite uma renderização de luz mais realista, o que traz uma imersão ainda maior aos jogos. Assim como a performance/watt, o desempenho da série 40 da placas de vídeo NVIDIA RTX também dobrou. Isso significa que, na prática, o jogo pode ficar ainda mais realista, e sem taxar tanto o desempenho de forma geral, graças ao aumento de eficiência.

Mais eficiente na série 40, o Ray Tracing trará iluminação ainda mais realista para os jogos.

Vale dizer que a tecnologia NVIDIA Reflex, que reduz a latência, também está presente na série 40. Essa tecnologia permite que jogadores profissionais e casuais tenham mais precisão nos movimentos, aumentando a sensação de controle e responsividade do jogo. E combinando todas essas tecnologias, o resultado é um gameplay muito mais realista, e isso tudo consumindo menos energia do que a geração passada.

Tecnologias (extremamente) importantes como a NVIDIA Reflex permanecem, trabalhando em conjunto com as novidades.


Resumindo o que vimos até aqui, temos: o dobro de eficiência energética, menos calor, Ray Tracing turbinado e DLSS 3.0 criando frames. Isso para mencionar somente algumas das novidades dessa geração, já que temos também mais desempenho bruto graças ao aumento expressivo no tamanho do cache L2 (chegando a ficar até 12 vezes maior, diga-se), e nos recursos para profissionais, como novidades no NVENC e SER. Mas já deu para ter uma ideia do que esperar,
não é mesmo?
E podem ficar tranquilos: em pouco tempo teremos notebooks da Avell com a série 40 de placas de vídeo NVIDIA RTX para você aproveitar todo o potencial dessa nova geração. Fiquem ligados!

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