A nona geração de processadores Intel já está entre nós, sendo a quinta geração da empresa a trazer o processo de fabricação de 14 nanômetros. Isso, não significa, porém, que não houve avanços importantes. Ela pode ser entendida como um “ajuste fino” da geração anterior, mas o que isso significa realmente?
Separamos este artigo em duas partes: uma mais teórica, explicando conceitualmente o que muda entre uma geração e outra, e outra prática, recheada de benchmarks. Primeiro vamos entender quais são as diferenças entre a oitava geração e a nona.
Coffee Lake vs Coffee Lake
Sim, ambas utilizam a mesma arquitetura. E sim, ambas utilizam o processo de fabricação de 14 nanômetros (no caso, o 14++). Então não há diferença, correto? Sim e não. Sim pois nesses dois aspectos realmente não houve uma mudança significativa. Não pois há detalhes importantes que valem a pena ser comentados.
Vamos fazer um paralelo com o ramo automobilístico. Não raro, modelos novos trazem o mesmo motor da geração anterior, mas com uma “recalibragem”. Em vez de oferecer, digamos, 105 cavalos, ele passa a oferecer 125 cavalo (
. Sim, é o mesmo motor, só que programado para oferecer uma experiência melhor.
O que aconteceu com a nona geração é mais ou menos a mesma coisa. Trata-se da mesma arquitetura com o mesmo processo de fabricação, de fato. Só que ela oferece um desempenho melhor. É uma arquitetura que passou por uma “recalibragem”, liberando seu potencial real.
Trata-se um ajuste de clocks, distribuição de threads e organização de frequências (que estão maiores) otimizadas para um melhor desempenho. Isso com um mesmo “motor”, no caso uma CPU. E as novidades não acabam aqui.
Vírus e clocks
Lembram do Meltdown e do Spectre? Em termos bastante simples, eram falhas nos processadores x86 – como os processadores da Intel – que o tornavam vulneráveis a hackers. Uma falha que independe dos sistemas operacionais, seja Linux, macOS ou Linux, vale destacar. O que eles faziam? Permitiam que alguém tivesse acesso à sua memória RAM, lendo basicamente qualquer coisa que estivesse lá, como senhas de bancos, logins e por aí vai. A nona geração Já chega “vacinada” contra isso, sendo um diferencial e tanto.
Outro ponto é que as CPUs da nona geração suportam até 128 GB de memória RAM, o que era possível somente em estações de trabalho profissionais. E suporta essa quantidade toda pois há poder de processamento suficiente para tirar proveito de memória RAM. Pode parecer um exagero para aplicações do dia a dia, mas é um diferencial e tanto em aplicações profissionais, como programas de edição profissional e aplicações CAD.
E, claro, não podemos deixar de falar da distribuição de clocks. Todos os modelos trabalham com frequências maiores, tanto de base quanto em modo turbo. O Intel Core i7-8750H, por exemplo, trabalha com 2.2 GHz de clock base, chegando a 4.1 GHz em modo Turbo. Já o Core i7-9750H. Seu equivalente da nona geração, trabalha com 2.6 GHz e chega a 5.0 GHz em modo Turbo. Isso em um notebook, com um processador com 6 núcleos e 12 threads.
O que isso significa, na prática? Veremos na próxima parte deste artigo, onde colocaremos a oitava e a nova geração lado a lado em benchmarks. Não percam!



















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