O que levar em consideração na hora da compra: processador ou placa de vídeo?
Data30 de novembro de 2022CategoriaEm destaqueAutorAvell

O que levar em consideração na hora da compra: processador ou placa de vídeo?

Jogos atuais são bastante realistas, e são resultado de uma “cooperação” entre processador e placa de vídeo trabalhando em harmonia. Em um mundo ideal, escolheríamos as opções mais potentes de cada um deles, já que, quanto mais desempenho, melhor. Mas e se tivermos que priorizar somente um deles, como decidir? Devemos priorizar o processador ou a placa de vídeo?

Esta é a ideia deste artigo, e vamos englobar tanto notebooks quanto desktops, já que os conceitos aplicados são os mesmos.

O que cada um faz

Para ajudar na resposta, vamos entender quais são os papéis da CPU e da GPU na hora de jogar.

O processador (CPU – Central Processing Unit), muitas vezes descrito como o “cérebro” da máquina, tem o seu papel bem definido no gameplay. Ele é o responsável principalmente pelos cálculos físicos e geométricos do que vemos na tela. Mais recentemente, também incorporou a função de processar a inteligência artificial de tudo o que acontece no jogo, além de ser o responsável por “organizar” os quadros gerados pela placa de vídeo.

Já a placa de vídeo (GPU – Graphics Processing Unit) cria os quadros em si, processando tanto objetos e personagens quanto os mais diversos detalhes, indo dos fios de cabelo às texturas. Quanto mais potente a placa de vídeo, mais realista é o jogo, incorporando recursos de ponta como o Ray Tracing, no caso dos modelos NVIDIA RTX. E claro, mais poder de fogo, mais quadros por segundo e maior a resolução que podemos utilizar.

O processador lida com tarefas complexas, trazendo menos núcleos, enquanto a placa de vídeo foca em processamento paralelo, contando com literalmente milhares de núcleos em chips mais avançados. Como trabalham em conjunto, necessitam que o outro acompanhe o seu processamento. Caso isso não aconteça, um acaba limitando o desempenho do outro.

O caminho do meio

Com o que vimos acima já podemos tirar uma conclusão relevante: não adianta ter um processador top de linha e uma placa de vídeo de entrada, e vice-versa. Qualquer computador é limitado sempre pelo seu componente mais lento, que “segura” o resto da máquina, não importando o quão potente ela é. Como exemplo extremo, parear uma RTX 3080 Ti com um Core i3 resultará em uma péssima experiência na hora de jogar, mesmo com uma placa de vídeo com esse porte.

Iniciantes costumam cometer esse erro na hora de montar suas primeiras máquinas. Quando combinamos componentes muito desbalanceados, o resultado é, na melhor das hipóteses, uma máquina que vai performar além do esperado. O mesmo acontece com uma combinação de um processador muito potente (um Core i9 mais recente, por exemplo) com uma placa de vídeo de entrada, como uma GTX 1650, que não é capaz de acompanhar a velocidade do processador.

Uma grande vantagem dos notebooks gamer é oferecer conjuntos mais balanceados. São configurações mais fechadas, já segmentadas de acordo com o público-alvo, raramente trazendo componentes muito díspares. Modelos de alto desempenho trazem tanto CPU quanto GPU avançadas, e modelos mais focados em custo-benefício trazem ambos de acordo com o segmento.

Então, respondendo a pergunta do título de uma forma resumida: devemos priorizar tanto processador quanto placa de vídeo, já que eles trabalham em conjunto. Ter qualquer um deles muito distante do resto da máquina não oferecerá todos os benefícios possíveis, sendo melhor equilibrar ambos.

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