Equilibrar desempenho e eficiência sempre foi um dos desafios dos notebooks atuais. Aumentos de performance são sempre bem-vindos, mas os consumidores também buscam máquinas que geram menos calor e possam ficar mais tempo fora da tomada. Até então, o aumento de um significava uma diminuição do outro, então como resolver isso?
A resposta é uma abordagem nova na forma como os processadores são projetados. Ou, em uma palavra, hibridismo. O nome pode até ser complicado, mas a ideia é simples e os ganhos para o consumidor, enormes.
11ª vs 12ª geração de processadores Intel
A evolução dos processadores Intel Core desde a primeira geração ocorreu de uma forma bastante direta. Com o passar dos anos vimos clocks maiores, mais núcleos, mudanças de arquitetura e novas tecnologias embarcadas. Isso até a 11ª geração, com o Core i7-11800H (Tiger Lake) sendo um dos modelos mais conhecidos pelos gamers. Ele conta com oito núcleos e 16 threads, entregando um desempenho bastante respeitável. Já o Core i7-12800H conta 14 núcleos e 20 threads. Calma, o que aconteceu aqui?

O hibridismo da 12ª geração de processadores Intel está presente nos modelos Core i5, Core i7 e Core i9.
Voltando à palavra da introdução: hibridismo. Temos aqui uma arquitetura híbrida que combina núcleos heterogêneos para entregar alto desempenho e eficiência energética ao mesmo tempo. Temos 14 núcleos de CPU no total, mas eles são de dois tipos diferentes:
- 6 núcleos de alto desempenho (P-cores) com turbos de até 4.80 GHz e Hyperthreading;
- 8 núcleos de eficiência energética (E-cores) com turbos de até 3.70 GHz sem Hyperthreading;
Como núcleos com Hyperthreading são lidos pelos Windows como se fossem dois, chegamos ao total de 20 threads.
O que nos leva a uma dúvida comum: se temos menos núcleos de alto desempenho, o processador é mais “lento” do que a geração anterior? Pelo contrário, como veremos no próximo item.
O melhor dos dois mundos
Ainda que conte com 14 núcleos, o Core i7-12800H conta com 6 núcleos de alto desempenho, contra 8 do Core i7-11800H. Ainda assim, apresenta resultados superiores em diversos benchmarks:
- Cinebench R23: +20% (Single-Core) e +29% (Multi-Core);
- Passmark: +13% (Single-Core) e +11% (Multi-Core);
- Geekbench 5: +16% (Single-Core) e +43% (Multi-Core);
Já é mais ou menos esperado que a performance Multi-core, usando todos os núcleos, seja superior, já que o Core i7-12800H conta com mais núcleos. Mas ele ganha também no Single-Core. Contraintuitivo, não? Aqui entra outra vantagem do hibridismo: como os núcleos de alto desempenho não “precisam” se preocupar com economia de energia (que é papel dos E-cores), a Intel conseguiu entregar um desempenho melhor mesmo com clocks parecidos.

Reparem no tamanho dos núcleos de alto desempenho (azul escuro) e de economia de energia (azul claro).
Em outras palavras, são núcleos mais complexos, capazes de entregar mais desempenho sempre que necessário. Do outro extremo temos os E-cores focados em eficiência, poupando bateria e gerando menos calor. E o mais interessante: na hora de jogar ou usar algum programa mais complexo a máquina pode usar os 14 núcleos ao mesmo tempo, entregando o máximo de desempenho possível.
Como a máquina “sabe” como fazer isso? Vamos à parte final deste artigo.
Windows 11 e Thread Director
Pouco adianta ter um processador que faz uso do hibridismo que a máquina não sabe como utilizá-lo, não? Aqui entra o Thread Director, um recurso desenvolvido pela Intel para que jogos e aplicações de alto desempenho saibam qual núcleo utilizar. Se uma tarefa exigente, vai para os P-Cores. Porém, se é algo mais simples e que não precisa de tanto desempenho, pode ser executado nos E-Cores.
Até o momento, o Thread Director funciona apenas no Windows 11, então é importante buscar máquinas que já venham com essa versão instalada. Ou mesmo atualizar o mais rápido possível, tirando o máximo de proveito do hibridismo da 12ª geração de processadores Intel.

O A70 HYB da Avell entrega performance e economia exatamente por usar o hibridismo dos processadores Intel Core de 12ª geração.
Duas excelentes máquinas que trazem os recursos que vimos aqui são o A70 HYB e o A65 HYB da Avell, com placas de vídeo NVIDIA GeForce RTX 3050 e RTX 3080 Ti, respectivamente. O “HYB” indica exatamente essa arquitetura híbrida do processador usando P-Cores e E-Cores. De quebra, os modelos utilizam o que há de mais moderno das placas de vídeos NVIDIA GeForce série 30.
















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