Processadores ficam mais potentes a cada geração. Cada avanço conta com uma combinação de clocks maiores, maior eficiência por clock, quantidade de núcleos e arquitetura utilizada, resultando em percentuais de ganho cumulativos com o passar do tempo. Mas como podemos verificar isso em nossas próprias máquinas? Melhor ainda: por que faríamos isso, em primeiro lugar? Este é o tema deste artigo.
Por que fazer benchmarks de CPU
Fabricantes anunciam novas gerações de processadores com os ganhos em relação à geração anterior. Por que, então, faríamos nossos próprios testes (benchmarks)? Será que há uma possibilidade de essas empresas estarem mentindo? A ideia de realizarmos nossos próprios benchmarks não acontecem por isso, já que há sim motivos para tal.
Em primeiro lugar, temos os reviewers profissionais que têm a função, de fato, de “conferir” os dados apresentados pelas empresas de forma independente. E precisamos desses profissionais, já que podem encontrar erros nos dados oficiais aplicando metodologias próprias, e até mesmo mais rigorosas.

Temos vários motivos para colocarmos nossa CPU à prova!
Outro ponto é que podemos verificar como nossa configuração funciona com o nosso próprio conjunto de componentes. Fabricantes naturalmente focam nos resultados que são mais favoráveis a eles, assim como usam componentes que beneficiem o que querem mostrar. Por exemplo, utilizando uma memória RAM mais rápida do que a que temos à disposição, e podemos ver como essa mudança influencia o resultado na configuração que temos em mãos.
Por fim, não podemos excluir overclocks e ajustes personalizados de tensão. Será que um overclock de 10% realmente se traduz em um ganho de performance de 10%? Por isso temos os benchmarks. E será que nossos ajustes estão estáveis o suficiente para utilizarmos no dia a dia? Programas de benchmarks são conhecidos por colocar a máquina para trabalhar no limite. Ou seja, se há algo de errado, esses programas ajudarão a identificar. Melhor do que descobrir no meio de uma partida, não é mesmo?
Por onde começar
Muito bem. Vamos imaginar que você se encaixa em qualquer um dos casos acima (ou mesmo nos três casos simultaneamente!): como realizar um benchmark de CPU? Afinal, há diversas soluções no mercado, cada uma contando com o seu nível de complexidade, e há bastante discussão em fóruns sobre qual delas é a melhor.
Nossa ideia é fornecer uma ideia introdutória, e por isso selecionamos duas soluções aqui com níveis de assertividade diferentes. Não se preocupe: são gratuitas!
Cinebench
Uma das soluções mais conhecidas do mercado, focada em CPU e bastante utilizada para medir o desempenho em situações profissionais. Basicamente, é um teste que renderiza uma imagem em altíssima resolução utilizando tanto todos os núcleos (multi-core) quanto apenas um (single-core), posicionando o resultado com outros chips do mercado.
Basta clicar nas opções, esperar cerca de 10 minutos e ver a pontuação. Caso faça um overclock, é possível verificar o ganho alcançado.

O Cinebench utiliza uma imagem de altíssima resolução como teste.
SiSoftware Sandra
Outro programa gratuito bastante conhecido e bastante complexo. É um teste bastante abrangente, cobrindo não apenas a CPU em diversas situações, como também a máquina como um todo. Basta selecionar o que deseja testar, aguardar (bastante tempo, em alguns casos) e ver como a máquina se comporta. Da mesma forma, se ela está estável.

O benchmark completo pode levar vários, mas vários minutos.
Realizamos nossos testes em um Avell A72 HYB, que conta com o processador Intel Core i7-12700H, com os resultados mostrados nas imagens. Conte para nós quais foram os resultados da sua configuração!
















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